Tim Bernardes concluiu este fim de semana a apresentação de “Raro Momento Infinito” em Portugal, com duas noites totalmente esgotadas no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, e na Super Bock Arena, no Porto. Estes dois concertos marcaram a passagem do espetáculo com a Orquestra Raro Momento Infinito, que tem revelado uma nova profundidade na sua obra.
Acompanhado por uma formação de dezassete músicos, sob direção do maestro Martim Sousa Tavares, Tim Bernardes trouxe ao palco os arranjos orquestrais que escreveu originalmente em estúdio. Em Lisboa, o concerto ficou marcado por vários momentos inéditos: foi a primeira vez que Tim Bernardes apresentou em Portugal versões orquestrais de temas do álbum “Recomeçar”, bem como canções de O Terno, oferecendo ao público português a estreia destas interpretações. “Eu Vou”, “Volta” ou “Histórias do Cinema”, entre outras, ganharam novas camadas emocionais neste espetáculo, revelando, assim, a amplitude sonora que este espetáculo procurou construir.
No Porto, a Super Bock Arena recebeu a apresentação desta criação, num alinhamento que revisitou temas como “Nascer Viver Morrer”, “Realmente Lindo”, “Fases”, “Leve”, “Era o Fim” ou “Poeira Cósmica”, esta última num momento especialmente marcante, com Tim Bernardes a assumir a bateria no encore. A intensidade da orquestra, a precisão dos arranjos e a presença do artista em palco transformaram o espetáculo numa experiência inesquecível.

Duas cidades, duas salas esgotadas e um espetáculo que fica na memória como um dos momentos mais especiais do artista no nosso país.

Fotografias de Sebastião Ferreira.